Não julgueis, para que não sejais julgados, porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida que tiverdes medido vos hão de medir a vós"(Mt 7.1-2)
Costumamos aplicar essa palavra quando se trata de julgar o próximo, porém ela também aplica-se ao autojulgamento.
Às vezes somos tão cruéis conosco que estabelecemos padrões de perfeição inatingíveis para nós mesmos. Por vezes listamos como qualidade a busca pela perfeição, e esboçamos orgulhosos de si mesmos: sou perfeccionista!
Esquecemos que já nascemos incompletos, faltosos da glória de Deus, que mesmo com todos os nossos esforços, atingir a perfeição humana é impossível, e chegar a estatura de perfeição espiritual é chegar a um nível que poucos atingiram. Nessa busca incessante muitos estão se esquecendo que justamente a falta de algo é que nos caracteriza como humanos, e quando Deus olha pra terra ele procura adoradores não perfeitos. Porque a perfeição só adquirimos na caminhada com ele, é o resplendor da sua magestade que nos aperfeiçoa.
Quando você se cobra, se julga e se deprecia em excesso, você dar munição ao teu inimigo. Até a sua visão é distorcida, ele faz com que os julgamentos dos outros seja pesado demais e você exagera na resposta a esses julgamentos. Porque sentimos não como as coisas são, mas como nós somos. Se já somos inquisitores de nós mesmos, não teremos estrutura para suportar a mínima crítica. Será insuportável o peso do julgamento de alguém se você já se julga e se cobra ao extremo. Eles usarão a mesma medida, o mesmo juízo, mas soará como uma nota mais alta. Se o seu julgamento acerca de si mesmo for leve, o que vier dos outros não te atinge.
Experimente trocar a autopunição pelo autoconhecimento. A busca pela perfeição por a aceitação que você é um ser humano. Silencie a voz de julgamento aceitando, corrigindo ou convivendo com os defeitos. Pois você é amado por Deus, Ele não julga você, sim as suas falhas porque são frutos das suas escolhas. Por isso, escolha bem!
Nenhum comentário:
Postar um comentário